quarta-feira, 3 de novembro de 2010

" Sweet dreams "



O quão longe agente vai?

Até que ponto nossas mentes têm nos levados a caminhos que desejamos trilhar?

Quais certezas carregamos em nossas almas?

Será que sabemos a capacidade que somos, o potencial que temos, e o poder de conquistar bem como de destruir tudo o que queremos?!

"Tudo é determinado pelo nosso espírito". Mas o que nós carregamos em nosso espírito?

Sabemos se ele supera a mente? O corpo? O tempo e o espaço?

Não sabemos nada de nós mesmos...

Nem ao menos nos damos conta de que por certas vezes, mudamos milhas e milhas distante de algo ou alguém, na certeza da segurança da ausência deles. Mas quando a ligação ultrapassa os limites da mente, do corpo e da consciência, podendo dizer até que está no íntimo do espírito, adianta tal distância?

O que nosso corpo absorve em nosso inconsciente?

Sentimentos?

Sentidos?

Segredos?

Entrando em contato com eles você verá que não sabe nada de si... Perceberá, que o que chama de sonho, pode ser a presença manifestada do seu mais verdadeiro sentido e sentimentos, trancados a sete chaves pelo seu inconsciente.

Percebe que seu corpo pode estar a um oceano de distância de quem você ama:

MAS QUE TODA NOITE SEU ESPÍRITO ESTARÁ COM ELA; QUER VOCÊ QUEIRA, QUER VOCÊ NÃO.

Nos vemos nos nossos sonhos e/ou pesadelos, caso dê preferência!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

" NINGUÉM ESTÁ MENOS SÓ DO QUE EU ... "

Tenho estado bastante tempo comigo mesmo. Um tempo tão qualitativo como quantitativo... Sempre me apavorou a possibilidade de estar sempre sendo citado e freqüentando altas rodas sociais e acabar por ficando deprimido, sozinho em casa.
Mas, o que se passa é inverso; deixei-me viver ausente das rodas sociais, das notícias, e de tudo que me tachava. Parti sem medo numa busca profunda e talvez infindável de mim mesmo...
Como não seria justo da minha parte me sentir superior por tal feito, digo que a atual conjuntura me obrigou a isso.
Parei de querer ajeitar tudo pra todos, e comecei a me centrar num eu totalmente desconhecido, perdido e muitas vezes, empurrado a fazer, ser e sentir coisas que não são meus ideais.
Sempre me foi muito clara a frase " Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? ", aludindo a riqueza que é estar vivo e neste planeta...
Sim tenho religião. Não, não sigo a doutrina como deveria... Como qualquer outra pessoa questionadora, tenho problemas com isso também. Mas a parte interessante desta fase que eu tenho vivido não são os problemas, e sim as soluções.
Quando existe a vontade se conhecer, se sentir, se entender e se reconhecer nas coisas que se passam ao longo de nossas vidas, existe também uma noção de tamanha paz interior que se é de assustar.
Há sempre algo maior que nos impulsiona a viver; muito antes da gana financeira que nosso sistema instaura sorrateira e diariamente em nossas mentes e almas, existiu, em dado momento, um sonho que se pode dizer infantil.
Quem não sonhou em ser bombeiro para salvar a vida de alguém? Advogado pra defender alguém? Médico para cuidar de alguém? Professor para ensinar alguém? Ou, até mesmo padre, pastor ou líder espiritual, com o maior e mais puro desejo de guiar alguém...
Só há humanidade e humanismo, quando os integrantes de uma sociedade se preocupam uns com os outros, e cada dia mais, menos nos preocupamos com os nossos semelhantes. Deixamos tanta coisa passar. Cegamo-nos pra tantos absurdos. E se o sistema nos algema a certas verdades incontestáveis, nós tratamos de nos engessar, para que de maneira alguma, possamos fazer um movimento contrário.
Se afastar das pessoas e da necessidade delas, é se afastar de si mesmo. É no convívio social que nos deparamos com situações adversas, que testamos teses, que conhecemos e finalmente: QUE NOS RECONHECEMOS.
As pessoas se fecharam em ciclos constantes, em mesmices e dogmas que protegem esses ciclos onde nada nem ninguém contesta a si ou ao próximo. Com isso deixamos cada vez mais de nos conhecer.
E o que fizemos com o bem maior que é de fato a existência pura e simples?
Se tudo na vida funciona através da lei da ação e reação, causa e efeito, e isso não é um poema é vida pura, por que ressentimos os efeitos e não tratamos das causas???????????????
Por que ressentimos tanto ao invés de instaurar novas causas?
É triste ter de dizer que hoje, aos loucos mais sóbrios que conheço, só restou o isolamento. E neste isolamento não há busca por individualismo... Há a luz de compreender o individuo, para posteriormente tentar tratar do coletivo que mesmo junto, se excluiu de si mesmo.
Tenho remado contra a maré, sentido ao invés de ressentir, questionado ao invés de me calar. Mudado ao invés de me deixar levar.
E é com muito custo que em dias frios me levanto sem entender o porquê me sinto tão só e perdido no mundo.
Por que marginalizam as idéias e os ideais de quem só quer viver para o bem e não para os bens.
Não me contento em ter, me exijo ser. E reconhecer os que ainda buscam, mesmo tachados de loucos, a pouca sobriedade do qual as milhões de pessoas solitárias e carentes deste planeta anseiam em possuir, mesmo que inconscientemente.
Luto com todo apreço, para não desistir e me deixar levar pela hipocrisia dos que fingem não ver, não sentir e não saber.

Tenho enfim, a consciência que me basta:

"NINGUÉM ESTÁ MENOS SÓ DO QUE EU..."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

- EU VOU TE CONTAR QUE VOCÊ NÃO ME CONHECE... -

Fause Arap




"Eu vou te contar que você não me conhece.
E eu tenho que gritar isso.
Porque você está surdo e não me ouve
A sedução me escraviza a você
Ao fim de tudo você permanece comigo
Mas preso ao que eu criei e não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um abismo maior nos separa
Você não tem um nome, eu tenho
Você é um rosto na multidão
E eu sou o centro das atenções
Mas há mentira na aparência do que eu sou
E há mentira na aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome
E você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui
Busca chegar no limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela
Entre eu e você
Existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja nu
Eu me dispo da notícia
E a minha nudez parada
Te denuncia e te espelha
Eu me delato
Tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com a as quais você me veste. "

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estou aprendendo a viver ...


Como disse uma vez uma amiga mui querida minha, isso aki é bom, pois eu coloco os bixos pra fora... Neste termo "bixos" ela se referia aos sentimentos que as vezes agente guarda profundamente. Tantas vezes profundos demais pra não mais podêlos enxergar.
Acontece que eu sempre os enxergo, os sinto, e infelizmente os ressinto.

Depois de um certo tempo afastado de são paulo, terei de voltar pra continuar parte dos meus estudos; irei cursar apenas uma matéria na faculdade relativa à dependência adquirida no primeiro semestre.
Contava com a presença dos amigos feitos e tão especiais do primeiro semestre. POr acaso ou não, o dia da minha aula, é o único dia em que eles não têm aula...
Se a paulicéia um dia me fez sentir inseguro e solitário, hoje passa a ser mais um desafio, seguir, com ou sem medo, em companhia de mim mesmo.

O que eu mais tenho medo, é que meu apartamento não tem quadros... mas existem tantas lembranças nele... muitos momentos bons...

Mas com esses momentos a presença de algumas pessoas que não conseguem mais fazer parte do meu dia-a-dia...

Abrir mão das pessoas não é desistir delas, é simplesmente entender que as vezes caminhos que se cruzam tomam, num outro momento, direções diferentes e opostas...

Enfim axo mesmo que eu vou passar a minha vida orando e mentalizando desapego a coisas e a pessoas, pq simplesmente agente não tem capacidade pra entender o que faz alguém entrar na sua vida, e sair dela.
Maior que o medo de ficar sozinho, é de pensar que eu posso ser esquecido por quem dei um peda~ço da minha vida, do meu coração...
Como uma colcha de retalhos, me sinto com pedaços de cada amor que vivi... tudo eh vivo aki dentro...
alguns quadrados maiores, outros menores... mas todos aki...
Com isso agente volta muitas vezes a um passado, nem tão distante, e percebe que existem ainda muitas coisas mal resolvidas dentro de vc...
Mas afinal de contas sempre existem, e imagino que sempre irão existir...
Mas o que eu noto, é que quando eu peço algo pra alguém, peço por automaticidade...
Fácil falar de amor, facil falar de fidelidade, facil falar de tesão, pedir pra alguém se entregar pra vc... Mas e vc? se entrega a esse alguém? é fiel a ele? sente a mesma coisa ou tem as pretenções que ele tem?
É pesado seguir, ainda mais com um passado/presente conturbado.
Não posso dar mto de mim pq nem eu mesmo sei por onde tenho andado.
Só sei que tenho tido sorte; sorte de ter pessoas boas do meu lado, que me amam e não me deixam desanimar, por mais difícil que sejam as fases da vida...
Mas e eu? Comigo mesmo...
Ah, isso ainda é meio complicado. Me conheço, me respeito e me sinto cada dia mais...
Talvez essa paixão recém deiscuberta por mim mesmo me impeça de assumir alguns compromisso, mas é ela tmbm que foi responsável por terminar, ou ao menos tentar, ciclos viciosos que de uma certa forma me faziam mais mal do que bem...

Não tenho medo de amar, mas só se ama uma pessoa de cada vez... e infelizmente agente recebe o amor de portas abertas, se nutre dele sem imaginar na possibilidade de um dia não querer mais sentí-lo...
E há opção? axo que não...

Mas agente decide se dar chances e ser sincero com sigo mesmo; ver ateh onde podemos ir... afinal além de termos limites, o outro também merece respeito de seus limites...

Não sei o que vai ser desta nova fase, deste trabalho em família, desta fase sem dinheiro como estamos acostumados a viver...

Sinto falta de coisas, de pessoas, da confiança que eu depositei insanamente na mão de alguém que não podia se quer caminhar sozinho... mas eu amo sua presença... seu cheiro me acalma, seu colo me protege do pior de mim mesmo... mas me vicia, me ludibria, me faz esquecer que porta a fora existe um mundo pra ser vencido e vivido...

Se esse alguém eh uma fuga, devo ter cuidado pra não fugir demais de mim, pq se me perco nada mais tem valor, nem a presença dele ou de qq outro ser.

E talvez por isso se dê fim a um lindo amor, uma imensa amizade e quem sabe ateh uma possivel cumplicidade, muito abalada por coisas da vida...

Eu não sou alguém que enche seu peito de rancor... quero dormir e voar.... passar paz as pessoas que por mim passam....

transmitir no meu abraço, toda a energia de amor e felicidade em estar vivo, e se não der pra ser todos os dias, que seja nos dias que alguém necessite.

To me buscando mais em mim, pra viver não se de mim, mas com e para os outros, de maneira mais intensa, e ao mesmo tempo, mais segura...

Estou aprendendo a viver ...

Estou tentando ser feliz!



*mal dos erros de português mas jah tah ardi rs!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ainda "Preciso dizer que te amo . . ."


Experimentei ouvir seu nome sendo gritado até a voz da minha mente ficar rouca.
No frio e sozinho, vivi o luto da morte de um amor ainda vivo...
Revi cenas, senti seu colo e seu carinho, fiz amor com você em sonho.
Berrei de tanto chorar. Senti novamente meu coração se espremer como uma esponja, na tentativa de pôr pra fora tudo de você que ainda resta em mim.
Me permiti andar, cantar e até mesmo sorrir.
Tentei não te chamar, mas em vão. Você é um caminho certo, uma luz certa na estrada tão incerta da vida...
Ouvi violinos e chorei. Ouvi ópera e chorei; ouvi Ana, Zélia, Marisa, Bethânia e Cazuza, sem mesmo precisar comentar, eu ainda digo que chorei... sem ao menos ter vergonha disso.
Tive dúvida sobre seus sentimentos, pirei nesses devaneios, e sem respostas percebi que a cada dia que passava só, entendia e reconhecia mais os meus sentimentos.
Minha vida não é só choro...
Mas sempre que te tenho em meu pensamento, com toda sinceridade e simplicidade, eu choro a sua falta...
Choro porque dentro de você está muito de mim; o melhor e o pior. E vice-versa.
Mas acima de tudo está o entendimento do que vem a ser "AMOR INCONDICIONAL".
Como uma reflexão na linha do horizonte eu digo do amor que eu tenho por você.
Que a distância não mata, que a dor não apaga, que o choro não deixa secar, que o tesão não deixa apagar...
Afinal de contas, o incondicional é invariável e indeterminado, é o puro e verdadeiro amor...

Fabrício Zappa

10/8/2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Não que eu ame, mas faz sentido:


Não use mais o plural
Não fale de nós dois como se tudo ainda fosse igual
Não tente se desculpar
Você não tem moral pra me dizer que sabe o que é amar
Eu te juro, nunca mais
Nunca mais vou me entregar

Pode ir, tudo bem
Você não sabe o que é gostar de alguém
Pode rir, tô legal
E o que eu sofri espero que não sofra igual
Fiquei mal, mas passou
Você não sabe o que é amor..

Não fale mais do futuro
Não fique ai pensando que eu giro em torno do seu
mundo
Não vamos mais nos enganar
Tem marcas nessa vida que o tempo não vai apagar
Eu te juro, nunca mais
nunca mais vou me entregar

Pode ir, tudo bem
Você não sabe o que é gostar de alguém
Pode ir, tô legal
E o que eu sofri espero que não sofra igual
Fiquei mal, mas passou
Você não sabe o que é amor..

"Olhando em meu olhar
Você vai perceber que não há mais tempo pra nós dois
Eu te amei do jeito mais profundo que alguém pode
amar
outra pessoa
Mas eu desisto de você
Acabou!"

Acabou...

Pode ir, tudo bem
Você não sabe o que é gostar de alguém
Pode ir, tô legal
E o que eu sofri espero que não sofra igual
Fiquei mal mas passou
Você não sabe o que é amor...

terça-feira, 15 de junho de 2010

O ETERNO tal do amor . . .


Há quem diga que nunca, pra sempre, eterno, são grandezas desproporcionais à realidade cotidiana. O que eu digo é que o cotidiano, cada dia mais, sufoca as grandezas de real importância em nossas vidas. Quem se preocupa em viver segundos de intenso prazer, já que hoje o segundo custa caro...
Verdade é que o “eterno” existe sim, mas custa muito caro. Além disso, carregar algo que será sempre e pra sempre, pesa demais, e quem irá querer carregar algo além de seus próprios fardos?! Já não são bastantes “as dores e delícias de ser quem se é?!”, parafraseando Clarisse...
O imperialismo do ego reina, e esse tal de ego é o precursor do EGOísmo... Dito também primo do individualismo.
Ser por si só auto-suficiente não mais é questão a ser pensada, tornou-se obrigatoriedade para aqueles que decidem ter um futuro dito promissor. Mas ser sozinho também não é um preço caro demais pra alguém. A natureza do animal é coletiva, sexuada, reprodutora, promíscua (no sentido bíblico)... pois deveria eu me contentar em ser frio e triste, cinza e úmido como a maior parte dos paulistanos, que nem se entreolham?!
Mas lutar por amor sozinho, não é lutar por amor. Amor é coisa pra dois... que me perdoe a tia Rita Lee... sexo é dois sim, mas amor de um só não é amor... é solidão.
Solidão essa que consome a energia da gente sem dó, como o amor consome, invade, aconchega e fim.
Não sou mágoa dos amores que vivi; dos verdadeiros, tenho a alegria e a dor, o peso e a força de carregá-los em mim, SEMPRE e PRA SEMPRE . . .
Um dia a necessidade de se sentir amado passa, o que nunca passa é a lembrança de quão intenso foi o que se sentiu, o que se viveu, o quanto se arriscou... e de tudo, na verdade, que mesmo querendo muito... QUE NÃO SE ARREPENDEU.
E com essa percepção, notar surgir um sorriso seguido de singela lágrima... água essa bem igual a de um soro caseiro, misto das doçuras e tristezas que a lembrança de amar trazem com ela. Mais açúcar do que sal; o que se percebe, é que nem todo sabor derretido do açúcar, tira a força e a secura do sal...
E isso... Ahhhh! Isso é o amor... que nos hidrata na medida... sem muito sabor e sem muita secura. Porque não pede licença pra entrar:
- INVADE E FIM!

Dos meus amores colecionados, os verdadeiros, são brasas que mesmo pequeninas, não deixam se apagar nunca. Elas que garantem o calor e a força de novas paixões...
A vocês que amei de corpo e alma, meu muito obrigado... Não me deixarão ser frio e úmido...
Carregarei vocês para sempre...
ETERNO,
TODO O SEMPRE,
Amor que eu senti...

(Hoje não me sinto mais só... tenho meu pensamentos comigo, a me carregar e me fazer companhia, me lavando pra Deus sabe aonde, mas com a certeza de, passado muito tempo, poder finalmente ouví-los...)

FIM